sábado, 29 de junho de 2013

Poesia: Aquele bêbado, Carlos Drummond de Andrade



- Juro nunca mais beber - e fez o sinal-da- cruz com os indicadores.

Acrescentou: - Álcool.

O mais ele achou que podia beber. Bebia paisagens, músicas de Tom Jobim, versos de Mário Quintana. 
Tomou um pileque de Segall. Nos fins de semana, embebedava-se de Índia Reclinada, de Celso Antônio.

- Curou-se 100% do vício - comentavam os amigos.

Só ele sabia que andava mais bêbado que um gambá. Morreu de etilismo abstrato, no meio de uma carraspana de pôr-de-sol no Leblon, e seu féretro ostentava inúmeras coroas de ex-alcoólatras anônimos.

Carlos Drummond de Andrade



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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Marcador de livro feito com laço! Fofíssimo!


Não é fofo?

E o melhor de tudo: é super simples!

Vamos aos materiais!

Você vai precisar de:

  • Retalhos de tecido
  • Clipes de papel (grandes)
  • Tesoura
  • Arame
  • Cola quente

Passo-a-passo:


  1. Passe os retalhos de tecido com ferro quente, para que fiquem lisos
  2. Corte os retalhos em três partes para formar o laço. 
As medidas são:

Para o corpo do laço = 11 cm x 2 cm
Para a calda do laço = 9 cm x 1 cm
Para o centro do laço = 4 cm x 0,6 cm



   3. Dobre o primeiro tecido formando um aro, deixando um extremo por cima do outro. Depois, aperte o centro para formar um laço.
   4. Pegue o segundo retalho, aperte-o no cento e coloque-o junto com o retalho anterior.
 
   5. Una ambos os retalhos pelo meio usando um arame para isso.
   6. Pegue o último retalho e coloque-o ao redor do arame, cobrindo todo o centro do laço.
   7. Deixe os extremos para trás e cole com cola quente.
   8. Coloque os clipes de papel neste último pedacinho de tecido.



Gostaram? :)
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Momentinhos de Leitura: O Velho Lima, Artur de Azevedo




O texto de hoje é retirado do livro "Contos Escolhidos", de Artur de Azevedo. Editora Klick, em publicação pelo jornal O Globo.

Esse conto fala sobre a transição da política brasileira em 1889, na mudança do Império para a República.

Divertidíssimo!

O velho Lima

O velho Lima, que era empregado - empregado antigo - numa das nossas repartições públicas, e morava no Engenho de Dentro, caiu de cama, seriamente enfermo, no dia 14 de Novembro de 1889, isto é, na véspera da proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil.
O doente não considerou a moléstia coisa de cuidado, e tanto assim foi que não quis médico: bastaram-lhe alguns remédios caseiros, carinhosamente administrados por uma nédia mulata que há vinte e cinco anos lhe tratava com igual solicitude do amor e da cozinha. Entretanto, velho Lima esteve de molho oito dias.
O nosso homem tinha o hábito de não ler jornais, e, como em casa nada lhe dissessem (porque nada sabiam), ele ignorava completamente que o Império se transformara em República.
No dia 23, restabelecido e pronto para outra, comprou um bilhete, segundo o seu costume e tomou lugar no trem, ao lado do comendador Vidal, que o recebeu com estas palavras: 

- Bom dia, cidadão.

O velho Lima estranhou o cidadão mas de si para si pensou que o comendador dissera aquilo como poderia ter dito ilustre, e não deu maior importância ao cumprimento, limitando-se a responder:


- Bom dia, comendador.

- Qual comendador! Chama-me Vidal! Já não há comendadores!

- Ora essa! Então por quê?

- A República deu cabo de todas as comendas! Acabaram-se!

O velho Lima encarou o comendador, e calou-se, receoso de não ter compreendido a pilhéria.
Passados alguns segundos, perguntou-lhe outro:

- Como vai você com o Aristides?

- Que Aristides?

- O Silveira Lobo.

- Eu? Onde? Como?

- Que diabo! Pois o Aristides não é o seu ministro? Você não é empregado de uma repartição do Ministério do Interior?

- Desta vez não ficou dentro do espírito do velho Lima a menor dúvida de que o comendador houvesse enlouquecido.

- Que estará fazendo a estas horas o Pedro II? - perguntou Vidal passados alguns momentos - Sonetos, naturalmente, que é o que mais se ocupa aquele tipo!

- Ora vejam, refletiu o velho Lima, ora vejam o que é perder a razão: este homem quando estava no seu juízo perfeito era tão monarquista, tão amigo do imperador!

Entretanto, o velho Lima indignou-se vendo que o subdelegado de sua freguesia, sentado no trem, defronte dele, aprovava com um sorriso a perfídia do comendador.

- Uma autoridade policial! Murmurou o velho Lima.

E o comendador acrescentou:

- Eu só quero ver como o ministro brasileiro recebe o Pedro II em Lisboa; ele deve ser no princípio do mês.

O velho Lima comovia-se:

- Não diz coisa com coisa, coitado!

- E a bandeira? Que me diz você da bandeira?

- Ah, sim... a bandeira... sim... repetiu o velho Lima para não o contrariar.

- Como a prefere: com ou sem lema?

- Sem lema, respondeu o bom homem num tom de profundo pesar; sem lema.

- Também eu; não sei o que quer dizer bandeira com letreiro.

Como o trem se demorasse um pouco mais numa das estações, o velho Lima voltou-se para o subdelegado, e disse-lhe:

- Parece que vamos ficar aqui! Está cada vez pior o serviço de Pedro II!

- Qual Pedro II! - bradou o comendador - Isto já não é de Pedro II! Ele que se contente com os cinco mil contos! E vá para casa do diabo! - acrescentou o subdelegado.

O velho Lima estava atônito. Tomou a resolução de calar-se.

Chegado à praça da Aclamação, entro num bonde e foi até à sua secretaria sem reparar em nada nem nada ouvir que o pusesse ao corrente do que se passara.
Notou, entretanto, que um vândalo estava muito ocupado a arrancar as coroas imperiais que enfeitavam o gradil do parque da Aclamação...
Ao entrar na secretaria, um servente preto e mal trajado não o cumprimentou com a costumeira humildade; limitou-se a dizer-lhe:

- Cidadão!

- Deram hoje para me chamar cidadão! - pensou o velho Lima.

Ao subir, cruzou na escada com um conhecido de velha data.

- Oh! Você por aqui! Um revolucionário numa repartição do Estado!

O amigo cumprimentou-o cerimoniosamente:

- Querem ver que já é alguém! - refletiu o velho Lima.

- Amanhã parto para a Paraíba, disse o sujeito cerimonioso, estendendo-lhe as pontas dos dedos; como sabe, vou exercer o cargo de chefe da polícia. Lá estou ao seu dispor.

E desceu.

- Logo vi! Mas que descarado! Um republicano exaltadíssimo!

Ao entrar na sua seção, o velho Lima reparou que haviam desaparecido os reposteiros.

- Muito bem! - disse consigo; foi uma boa medida suprimir os tais reposteiros pesados, agora que vamos entrar na estação calmosa.

Sentou-se, e viu que tinham tirado da parede uma velha litografia representando D. Pedro de Alcântara. Como na ocasião passasse um contínuo, perguntou-lhe:

- Por que tiraram da parede o retrato de sua majestade?

O contínuo respondeu num tom lentamente desdenhoso:

- Ora, cidadão, que fazia ali a figura do Pedro Banana?

E, sentando-se, pensou com tristeza:

- Não dou três anos para que isto seja república!
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domingo, 9 de junho de 2013

Dicas para o Dia dos Namorados!


Já comprou o presente? Quer dar um livro mas não sabe qual?

Vão aí algumas dicas de livros para presentear e ler juntinho!

Livros para Ela

A Hora da Estrela, Clarice Lispector


Publicado em 1977, o último livro de Clarice Lispector, narrado por Rodrigo S.M., escritor fictício e ater-ego da autora, conta a história de uma migrante nordestina chamada Macabéa, que aos 19 anos, vem de Alagoas para tentar a sorte no Rio de Janeiro. A vida difícil de Macabéa, a dificuldade em se adaptar a cultura carioca e o estilo psicológico de Clarice compõem "A Hora da Estrela".

O livro foi adaptado para o cinema por Suzana Amaral, em 1985.

Olímpio (José Dumont) e Macabéa (Marcélia Cartaxo)


Inés da Minha Alma, Isabel Allende


Este livro conta a história de Ines Suarez, uma costureira espanhola que viaja para o Novo Mundo, em meados do século XVI, em busca de seu marido que desapareceu. Em meio as aventuras, ambientadas na Espanha, Peru e Chile, e os romances que Inés vivencia na trama, a protagonista acaba se tornando uma desbravadora, e um dos principais nomes da colonização chilena.

O Amor nos Tempos do Cólera, Gabriel García Márquez


O livro fala da história de amor entre o telegrafista, violinista e poeta Gabriel Elígio García e Luíza Márquez. O romance foi proibido pelo pai de Luíza, que a levou para o interior a fim de afastá-la de Gabriel. A trama nada mais é que a história verdadeira dos pais de Gabriel García Márquez, o também telegrafista, violinista e poeta Florentino Ariza e Fermina Daza.

Este livro também foi adaptado para o cinema, em 2007, por Mike Newell, com Javier Barden, Giovanna Mezzogiorno, Catalina Sandino Moreno.



Contos de Amor Rasgados, Marina Colassanti


Lançado em 1986, é uma coletânea de diversos contos breves, de uma página, às vezes duas, às vezes apenas meia, todos repletos de fantasia. Muitos se assemelham às fábulas que líamos na infância, recheados de magia e sensibilidade... encantadores.

Reparação, Ian McEwan


O início do livro se passa em 1935, em uma tarde quente de verão, na Inglaterra. A menina Briony Tallis vê uma cena que a choca: sua irmã mais velha, ao lado de um amigo de infância, despe as próprias roupas e mergulha na fonte do jardim. Após esse episódio, uma sucessão de equívocos leva a uma série de acontecimentos que mudam a vida de todos. A história é também ambientada na Primeira Guerra Mundial, onde Briony Tallis terá de lidar com as consequencias de seus atos.
Um ponto interessante do livro é a maneira que o escritor escolheu para mostrar a versão dos personagens: o mesmo evento é narrado por diversos pontos de vista.

Adaptado para o cinema com o título "Desejo e Reparação", em 2007, com a participação de Keira Knightley, James McAvoy e Saoirse Ronan.



Livros para Ele

On The Road, Jack Kerouac


Lançado em 1957, o livro fala sobre a geração beat e conta a história de um grupo de amigos, sem grana, que viajam de carona em carona pelos EUA, passando pelas rotas secundárias do país e mostrando o interior dos Estados Unidos.

Adaptado para o cinema por Walter Salles, em 2012, com a participação de Sam Riley, Garrett Hedlund, Kirsten Dunst, Kristen Stewart e Alice Braga, no elenco.



As Crônicas de Artur, Bernard Cornwell


A trilogia fala sobre a lenda do Rei Artur. Derfel Cadarn, um jovem adotado por Merlin, torna-se guerreiro e um dos maiores tenentes de Artur. Merlin, o druida, procura uma forma de restaurar os antigos da Grã-Bretanha. Considerado, por muitos, o melhor trabalho de Bernard Cornwell.

Contos Sangrentos, Cynthia Carvalho


O livro traz, em forma de 12 contos, o universo antropomórfico dos quadrinhos do Leão Negro, lançado na década de 80.
"(...) peço que imagine um mundo muito parecido com o nosso, onde felinos antropomórficos são a espécie dominante, andando eretos e possuindo o revolucionário polegar opositor, este, porém, com garras afiadas. Além dos felinos, existem hienas e lobos no mesmo estágio evolutivo, mas isolados em seus continentes e raramente se encontrando com os felinos, que os detestam. A civilização dos felinos se divide em diversas culturas primitivas, sendo a mais avançada delas equivalente à medieval de nosso mundo. Nela vive a maior parte dos personagens destes contos." Cynthia Carvalho
Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway



Durante a Guerra Civil Espanhola, a história de três dias na vida de um homem, Robert Jordan, americano integrante das Brigadas Internacionais que luta ao lado do governo democrático e republicano, e que tem como missão explodir uma ponte. Acompanhado de um grupo de guerrilheiros, onde encontra Pablo, Pilar e a linda Maria, com quem Jordan vive um romance, considerado um dos mais belos da literatura moderna.

Adaptado para o cinema por Sam Wood, tendo como elenco Gary Cooper, Ingrid Bergman, Akim Tamiroff, Vladmir Sokoloff e outros.



Vale lembrar que estas são apenas dicas que tentam seguir o perfil do que as mulheres e os homens leem, mas muitas mulheres podem preferir a lista "masculina" e vice-e-versa. =)

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Momentinhos de leitura: 50 fábulas da China fabulosa

Hora da leitura! Vamos ao conto do dia!

Hoje teremos uma fábula do livro "50 fábulas da China Fabulosa", de organização e tradução de Sérgio Capparelli e Márcia Schmaltz. Editora: L&PM.


O Elixir da Imortalidade
Liu Xang
pág 41

Um homem chegou ao palácio do rei Chu para lhe entregar o elixir da imortalidade. O oficial da guarda disse que o homem não podia passar e que ele mesmo faria a entrega do elixir.
Quando o oficial da guarda levava o elixir da imortalidade ao rei, foi interpelado por um oficial superior. Ele disse que o oficial da guarda não podia entrar nos aposentos do rei e que ele mesmo faria a entrega do elixir.
Quando o oficial da guarda se retirou, o oficial superior, que também queria ser imortal, bebeu o elixir de um gole só. O rei descobriu e, furioso, condenou-o à morte.
O oficial superior pediu clemência ao rei:

- Se tentar me matar e eu não morrer, porque me tornei imortal, todo o mundo vai rir de Vossa Majestade por querer matar quem não pode morrer.

O rei pensou um pouco e disse:

- Se o elixir não fizer efeito, você morre do mesmo jeito.

- Se tentar me matar e eu morrer de verdade - falou o oficial -, vão dizer que o rei é bobo, pois foi ludibriado pelo vendedor do falso elixir da imortalidade.

O rei percebeu que estava numa situação difícil e perguntou:

- O que me sugere?

- Para preservar a sua reputação, sugiro que me liberte.

O rei Chu achou que o oficial estava certo e suspendeu a ordem de execução.

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sábado, 1 de junho de 2013

Pingente em formato de livros

Alguém aí já conhece os pingentes em formato de livros da loja virtual Etsy?

São apaixonantes!

Parece de verdade!

Para os amantes dos Jogos Vorazes

Perfeito! 

Necessito!!!

Coletânea completa do Poe em um só pingente!
No site você encontra o preço de cada pingente e as taxas para entrega.

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